Implementação prevista a partir de 2027

Seu caixa aguenta receber a venda já sem o dinheiro do imposto?

O split payment muda o momento da verdade: parte do valor pode ser segregada na liquidação, antes de chegar à conta da empresa. O imposto pode não aumentar — e ainda assim o seu caixa pode sufocar.

3 cálculos práticos Premissas ajustáveis Resultado imediato
Fluxo de pagamento sendo dividido antes de chegar ao caixa da empresa
A venda continua inteira. O dinheiro disponível pode não chegar inteiro.
A pergunta desconfortável

Quanto da sua operação hoje só funciona porque o dinheiro do imposto fica alguns dias girando no caixa?

Sem juridiquês

O dinheiro que parecia seu pode deixar de passar pela sua conta.

Na sistemática prevista na Lei Complementar nº 214/2025, o pagamento da venda será vinculado ao documento fiscal. Na liquidação financeira, o prestador de pagamento segrega IBS e CBS e envia o valor aos órgãos responsáveis; o fornecedor recebe o saldo.

01

O cliente paga

A transação acontece por um meio de pagamento alcançado pela implementação.

02

Venda e nota se encontram

As informações permitem vincular a liquidação ao documento fiscal eletrônico.

03

O tributo é segregado

IBS e CBS são separados na liquidação, conforme os débitos e valores já extintos.

04

O saldo chega ao caixa

A empresa recebe o valor restante — e precisa operar sem aquela folga temporária.

Não confunda as coisas.

Split payment não significa automaticamente aumento da carga tributária. O risco simulado aqui é outro: perder liquidez e descobrir que o prazo concedido ao cliente era financiado por um dinheiro que deixará de circular no caixa.

Teste de estresse do caixa

Faturamento alto não paga conta. Dinheiro disponível paga.

Troque os valores de exemplo pelos números da sua empresa. O cálculo acontece em tempo real e usa as três fórmulas apresentadas no vídeo a partir de 23:20.

Suas premissas

Faça a conta antes que o caixa faça por você.

Operação mensal
Prazo e custo do dinheiro

Simulação educativa. Não é cálculo tributário, recomendação de preço nem aconselhamento contábil.

Diagnóstico do cenário Caixa sob pressão
Segregação simulada R$ 140.000,00
Valor restante da venda R$ 360.000,00
Índice de prontidão ao split (IPS) 1,20
Zona apertada

Depois da segregação simulada, sobram R$ 1,20 para cada R$ 1,00 de custos e saídas informados. A folga existe, mas é curta.

Custo financeiro do prazo (CFP) R$ 22.500,00/mês

O preço mensal estimado para sustentar o prazo concedido aos clientes.

Repasse mínimo estimado (RM) 4,50%

Cada R$ 100,00 passaria a R$ 104,50 neste cenário.

Ver as fórmulas usadas

IPS = faturamento × (1 − alíquota) ÷ custos e saídas mensais

CFP = faturamento × prazo médio × juros PJ ÷ 30

RM = CFP ÷ faturamento

Acima de 1,30Confortável no cenário
De 1,00 a 1,30Zona apertada
Abaixo de 1,00Alerta: a conta não fecha
Leia os números

Três resultados. Três desculpas que o caixa não aceita.

IPS

“Minha empresa fatura bem.”

Faturamento não é liquidez. O IPS confronta o valor restante após a hipótese de segregação com as saídas que a operação precisa sustentar.

CFP

“Dar prazo não me custa nada.”

Custa capital próprio parado ou juros bancários. O CFP transforma os dias concedidos ao cliente em um valor mensal visível.

RM

“Depois eu vejo o preço.”

O repasse mínimo mostra quanto o preço precisaria subir, na lógica do vídeo, para compensar apenas o custo financeiro calculado.

A origem dos cálculos

Veja a explicação a partir de 23:20.

O trecho apresenta o índice de prontidão, o custo financeiro do prazo e o repasse mínimo. O simulador desta página transforma essas fórmulas em uma experiência interativa e mantém as premissas abertas para você testar cenários.

Abrir o vídeo no YouTube
Antes de 2027

Não espere o banco separar o imposto para descobrir que sua empresa separou mal o próprio dinheiro.

O simulador é o alarme. A preparação acontece na rotina financeira.

Base legal e técnica

O que já está definido — e o que ainda exige cautela.

A lei instituiu o mecanismo e a implementação será gradual. A nota técnica de documentos fiscais indica ativação a partir de 2027 e esclarece que, em 2026, os campos têm caráter preparatório. Cronogramas e orientações operacionais adicionais ainda são divulgados pelos órgãos responsáveis.

Conteúdo revisado em 22/07/2026. Premissas de simulação não substituem a legislação nem a orientação profissional.

FAQ

Perguntas que sua empresa precisa responder agora.

Sem promessa fácil e sem pânico: o que sabemos sobre o split payment e este simulador.

O que é split payment?

É o recolhimento do IBS e da CBS na liquidação financeira. O prestador de pagamento segrega o valor do tributo e o recolhe aos órgãos responsáveis, em vez de todo o valor da venda transitar pelo caixa do fornecedor.

O split payment começa em 2027?

A implantação está prevista para começar a partir de 2027 e ocorrer de forma gradual. Atos da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS detalham a ativação por etapas e meios de pagamento.

A alíquota do IBS e da CBS será exatamente 28%?

Não necessariamente. Os 28% são uma premissa apresentada no vídeo e usada como ponto de partida editável. A carga efetiva depende das alíquotas aplicáveis, do setor, de reduções, créditos e do regime da empresa.

Este cálculo vale para empresas do Simples Nacional?

O tratamento depende da forma de recolhimento escolhida e das regras específicas do regime. Use a ferramenta apenas como teste de estresse do caixa e confirme o cenário tributário com o contador.

O simulador calcula o imposto oficial da empresa?

Não. Ele reproduz fórmulas educativas do vídeo e usa as premissas informadas por você. Não considera créditos, regimes diferenciados, reduções, exceções ou toda a apuração do IBS e da CBS.

Seu caixa não pode ser administrado no retrovisor

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